Chegamos ao Japão por Tóquio, a entrada mais óbvia e fácil para organizar a logística de toda a viagem.
Nossa viagem começou no início de setembro (2025). A ideia era fugir um pouco do calor, mas nos enganamos miseravelmente. A sensação térmica chegava facilmente aos 40 °C e as temperaturas não baixaram dos 30 °C em nenhum momento. Lembrando que o verão japonês conta com aquele calor úmido e, os guarda-chuvas são usados para se proteger do sol, tanto quanto nos períodos de chuva. As japonesas culturalmente não pegam sol, então os guarda-chuvas estão por toda parte também no verão.
Em compensação, os dias eram longos e ensolarados, ótimos para aproveitar ao máximo, encaixar várias atrações e caminhar tantos quilômetros quanto os pés aguentassem quanto fosse possível.
Dessa vez, chegamos pelo aeroporto de Haneda. O deslocamento a partir do aeroporto é simples e escolhemos nos hospedar no Mercure Haneda, que fica na mesma região e próximo a uma estação de trem. Isso facilita muito os deslocamentos, tanto dentro da cidade quanto para as demais cidades do roteiro.
Decidimos deixar Tóquio para o final da viagem. Chegamos por ali, mas já planejamos seguir, no dia seguinte, para o ponto mais distante do roteiro e depois ir retornando aos poucos, nos aproximando novamente da capital.
Nosso destino final do dia era Hiroshima, mas fizemos uma parada estratégica no caminho que acabou se tornando um dos pontos altos do trajeto.
Parada estratégica em Okayama: vale a pena incluir no roteiro?
Então, a primeira cidade que marcamos para visitar seria Hiroshima, mas, é claro, alteramos o roteiro já na saída. Na verdade, o destino final do dia continuava sendo Hiroshima, mas fizemos uma parada estratégica no caminho para conhecer Okayama, uma cidade com alguns atrativos muito legais e que já estava na nossa rota. Não custava parar e já dar um check também. Planejávamos ficar umas duas horas e seguir viagem, mas acabamos passando meio dia por lá. Valeu muito a parada!
Localizada entre Osaka e Hiroshima, Okayama é uma ótima parada para quem está fazendo esse deslocamento de trem.
Saindo da estação central, fizemos tudo a pé. A caminhada até os principais pontos turísticos é tranquila e já permite sentir um ritmo completamente diferente de Tóquio, mais calmo e organizado.

Castelo de Okayama ou Castelo do Corvo
Nossa primeira parada foi o Castelo de Okayama, conhecido como Castelo do Corvo por conta da sua fachada preta. Diferente da maioria dos castelos japoneses, que têm tons claros, esse chama atenção pela imponência e pelo contraste.
O castelo original foi construído no final do século XVI, durante o período feudal japonês, mas foi destruído na Segunda Guerra Mundial. A estrutura atual é uma reconstrução, porém bastante fiel ao original.
Valores de ingresso
Entrada no castelo: cerca de ¥400
Combo com o Jardim Korakuen: cerca de ¥720
Os valores podem sofrer pequenas variações.
Nossa experiência
Optamos por não entrar no castelo, e esse é um ponto importante para quem está montando o roteiro.
Em muitos castelos japoneses, o interior é mais simples, com exposições e reconstruções modernas, enquanto o grande destaque está na arquitetura externa e no entorno.
Nós geralmente não entramos nos castelos, a não ser que tenha algo especial no interior que mereça a entrada. A grande atração desses locais é, realmente, a arquitetura e os arredores que são lindos e preservados e nós gostamos muito de visitar por esse motivo.
Um detalhe interessante é que existe uma loja dentro da área do castelo que pode ser acessada sem a necessidade de comprar o ingresso. A loja tem uma seleção muito bonita de souvenirs e produtos típicos. Compramos um par de copos pintados a mão, lindos demais para para trazer como lembrança.
Jardim Korakuen: um dos mais bonitos do Japão
Logo ao lado do castelo está o Jardim Korakuen, considerado um dos três jardins mais bonitos do Japão.
Aqui a experiência muda completamente de ritmo.
Como é a visita
O Korakuen é um jardim projetado para contemplação. Diferente de parques tradicionais, ele foi pensado para oferecer diferentes perspectivas conforme você caminha. O caminho para chegar até ele já vale a pena e o interior traz vistas lindas do castelo e da paisagem em si.
O espaço conta com:
- grandes áreas abertas de gramado
- lagos e espelhos d’água
- pontes delicadas
- casas de chá tradicionais
- caminhos que revelam novas paisagens ao longo do percurso
Tudo é extremamente bem cuidado, cada detalhe é pensado e harmônico, tem riachinhos, muito verde e o capricho japonês já conhecido. Caminhar por ele transmite uma sensação de paz.
Valores de ingresso
Entrada: cerca de ¥410
Combo com o castelo: cerca de ¥720









Caminhada de volta e a primeira experiência nas kombinis
Depois de explorar a região, voltamos a pé para a estação no meio da tarde.
Antes de seguir viagem, resolvemos testar as famosas kombinis, as lojas de conveniência japonesas.
A ideia era simples: pegar algo rápido para comer no trem. Acabamos escolhendo oniguiris, os tradicionais bolinhos de arroz recheados.
Foi uma experiência simples, mas muito representativa. Ali começamos a entender melhor a praticidade e a qualidade que fazem parte da rotina japonesa.
Seguindo viagem para Hiroshima
Com o almoço resolvido, embarcamos novamente no trem e seguimos viagem para o nosso destino final do dia: Hiroshima.
Mas essa parte fica para o próximo post.
Vale a pena parar em Okayama?
Sim, especialmente se você estiver fazendo o trajeto entre Osaka, Kyoto e Hiroshima.
Okayama oferece:
- um castelo com arquitetura marcante
- um dos jardins mais bonitos do Japão
- uma cidade tranquila e fácil de explorar a pé
- uma parada estratégica sem necessidade de grandes desvios
É uma daquelas surpresas positivas que valem o tempo dedicado!
Temos um vídeo no nosso canal onde contamos com detalhes esse passeio:
Para facilitar a sua programação de viagem faça suas pesquisas através dos nossos links de afiliados:

